Anti líquido

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Desculpa por minha distância,
Minhas 4 milhas de você.
Desculpa pelas palavras rarefeitas,
Pelas piadas interrompidas
Pelo “não visualizado”
Em cada tentativa de contato.

Nunca fui chegado ao líquido
À modernidade de Bauman,
Às mensagens instantâneas do Instagram.
Sou dependente do sólido,
E do nada, “puf”
Pro gasoso, sublimado.

Desculpe pelas tentativas falhas,
De manter o papo em dia
Sem depender de encontros corriqueiros.
Desculpe pela naturalidade,
Dos risos quando nos vemos,
Dos vácuos que os pixels causam.

Eu realmente amo você
E realmente me importa sua dor
Sua alegria, a monotonia de vez em quando.
Realmente me importam os fins
O que complica são os meios
O contato via EaD.

Eu não sou um mal amigo,
Mas não consigo viver essa amizade
De infinitos uns e zeros.
Ainda não existe um “smart-hug”
Que substitua o toque aquecido
De amizades reais e sinceras.

Não sou um mal amigo,
Mas sou um péssimo internauta.
Então me deixa te amar em meus silêncios
Na afasia que terá fim em nosso abraço.
Então, me deixa viver desse jeitinho
Nossa amizade feudal no século XXI.

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